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domingo, 19 de outubro de 2025

Micróbios antigos no permafrost acordam e emitem CO₂: o que isso significa para o clima

Pesquisadores reacenderam micróbios do permafrost que datam da última era glacial.
(Crédito da imagem: Tristan Caro)

Micróbios antigos no permafrost acordam e emitem CO₂:

O que isso significa para o clima?

Cientistas descobriram que microrganismos que estavam “congelados” no permafrost por milhares de anos podem entrar em atividade e liberar dióxido de carbono (CO₂) quando aquele solo gelado começa a descongelar. A pesquisa levanta alertas importantes para o aquecimento global e o futuro do nosso planeta.

O que é o permafrost

O permafrost é solo, rochas e gelo que permanecem congelados por pelo menos duas anos seguidas — muitas regiões árticas da Terra vivem com esse tipo de chão. Quando o permafrost descongela, o carbono armazenado nele tem o potencial de se tornar parte da atmosfera. (Live Science)

A descoberta: micróbios “acordando”

Pesquisadores coletaram amostras em um túnel de permafrost no Alasca — o Permafrost Research Tunnel, que se estende cerca de 107 metros dentro do solo congelado. (Live Science)
Eles incubaram essas amostras em laboratório em diferentes temperaturas (como –4 °C, +4 °C e –12 °C) para simular condições mais quentes de verão no Ártico. (Live Science)

Depois de alguns meses, micróbios que estavam inativos voltaram à vida — produziram biofilmes, cresceram e começaram a consumir carbono orgânico, liberando CO₂. (Live Science)

Por que isso importa para o aquecimento global

  • O Ártico está aquecendo mais rápido que o resto do planeta. (Live Science)

  • O permafrost retém aproximadamente o dobro de carbono que toda a atmosfera da Terra. (Live Science)

  • Quando esses micróbios ficam ativos, eles iniciam um ciclo de feedback: solo descongela → micróbios se ativam → mais CO₂ (e possivelmente metano) é liberado → mais aquecimento → mais permafrost descongelado.

  • Este é um dos grandes “pontos de interrogação” no impacto futuro das mudanças climáticas — ou seja, ainda existem muitas incertezas. (Live Science)

O que a pesquisa mostrou até agora

  • Cerca de 85% do território do Alasca está soblainhado por permafrost. (Live Science)

  • No experimento, após cerca de seis meses, as amostras que estavam a +4 °C ou –12 °C mostraram mudanças “dramáticas” na comunidade de micróbios e nível de atividade. (Live Science)

  • Porém — atenção — o estudo analisou micróbios de apenas uma localização. Os cientistas ressaltam que outras regiões de permafrost podem reagir de forma diferente. (Live Science)

Implicações práticas para o futuro

  • Se os verões árticos se tornarem mais longos e mais quentes, camadas mais profundas de permafrost podem descongelar — ativando micróbios “antigos”.

  • Isso significa que políticas climáticas precisam considerar esse tipo de fonte de carbono “latente”.

  • Monitoramento de regiões de permafrost e modelos climáticos mais refinados serão essenciais para entender o impacto total.

Em resumo

Micróbios que ficaram dormindo por milhares de anos no permafrost podem despertar com o aquecimento do solo congelado — e isso pode levar à liberação de grandes quantidades de CO₂.

Esse mecanismo adiciona uma camada extra de complexidade ao desafio das mudanças climáticas e reforça a urgência de entender melhor o permafrost global.

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